acontece

Português, Brasil
Acontece

Livro de Pós-doutorando PPGFIL

Pós-doutorando PPGFIL publica livro
por Sertório de Amorim e Silva Neto
Publicado: 12/12/2019 - 11:34
Última modificação: 12/12/2019 - 11:34

 

A Teoria coorespondetista da verdade: apresentação e crítica lógico-semântica

César Meurer

A possibilidade de determinar átomos linguísticos e a correspondência destes a entidades, átomos igualmente simples no mundo extralinguístico, constitui o núcleo da assim denominada teoria correspondentista da verdade. Tal é o entendimento de Bertrand Russell e Ludwig Wittgenstein, considerados os principais defensores dessa teoria no século XX. Russell pensava que a estrutura última da realidade se revela na análise lógica de sentenças verdadeiras, uma vez que estas espelham os fatos que expressam. Denominada ‘atomismo lógico’, essa posição ganhou adeptos e, em pouco tempo, status de paradigma filosófico alternativo ao idealismo e ao pragmatismo. No capítulo 1, abordo o atomismo lógico de Russell como uma doutrina metafísica e dedico-me a detalhar a concepção correspondentista de verdade que ela comporta. O primeiro Wittgenstein concebia o mundo como um conjunto de coisas simples em diversos arranjos que subsistem – os fatos. Pensar, lemos no Tractatus, consiste em fazer figurações de fatos ou estados de coisas possíveis. Graças à forma lógica, nossas figurações podem ser comparadas com o afigurado. São verdadeiras aquelas que correspondem aos fatos. A correspondência, veremos no capítulo 2, consiste em uma coordenação de elementos: as coisas no estado de coisas, por um lado, e as palavras na proposição, por outro. A linguagem, expressão sensível do pensamento, preserva a correspondência do figurado com o afigurado. Alfred Tarski via a sua concepção como uma espécie de teoria correspondentista aperfeiçoada, mas com solução positiva apenas no âmbito das linguagens formalizadas. No capítulo 3, examino os principais escritos de Tarski sobre a verdade. Defendo que a concepção tarskiana de verdade é correspondentista e que a definição não é. ‘Concepção’, nessa formulação, designa o propósito do autor e ‘definição’, por outro lado, aponta para o resultado que ele efetivamente alcançou. Donald Davidson, que se apropria da solução de Tarski e pretende adaptá-la à linguagem natural, critica duramente a teoria correspondentista da verdade, considerando-a ininteligível e sem conteúdo. No capítulo 4 procuro elucidar essa posição de Davidson para com o correspondentismo. Mostro que ela é resultado de uma reflexão de natureza lógico-semântica que ele desenvolveu nas décadas de 60 e 70. Interpreto essa reflexão como uma argumentação contra o atomismo, no curso da qual Davidson serve-se de uma estratégia conhecida como ‘argumento da funda’, cujo alcance depende da adesão a uma semântica extensionalista.​

ISBN: 978-85-5696-397-0

Nº de pág.: 111

Editora Fi

https://www.editorafi.org/397cesar

Tópicos: 
Acontece

Livro de Pós-doutorando PPGFIL

Pós-doutorando PPGFIL publica livro
por Sertório de Amorim e Silva Neto
Publicado: 12/12/2019 - 11:16
Última modificação: 12/12/2019 - 11:24

 

 

O focus imaginarius: engano e conhecimento na ‘Crítica da Razão Pura’

Marcio Tadeu Girotti

Partindo da afirmação kantiana de que há uma ilusão transcendental inerente ao processo de conhecimento, perguntamos: como uma ilusão pode possuir um papel positivo? Aqui há um paradoxo, que pode ser, no próprio argumento kantiano, superado por uma crítica da razão e por uma leitura atenta ao papel positivo da ideia transcendental no conhecimento empírico. Ao fazer a crítica à metafísica tradicional, ao mesmo tempo em que mostra como a ilusão pode deixar de enganar, ainda que indissipável, Kant garante um papel à razão no âmbito do conhecimento, engendrando o caminho para a unidade da natureza, almejada pela razão. Kant (KrV, B 673) afirma que o focus imaginarius é aspecto indissociável da ideia transcendental e de seu papel regulador do conhecimento empírico. Considerando que há uma ideia transcendental como unidade projetada figurativamente como focus imaginarius, nosso objetivo é mostrar que o paradoxo da razão pode ser superado a partir da metáfora crítica do focus imaginarius, como um ente de razão, caracterizado por Kant como uma analogia à ideia transcendental, que participa do jogo do conhecimento como a unidade pretendida pela razão, apresentando objetos da própria razão. Como momento exemplar desta investigação, vê-se, pelo exemplo das antinomias da razão, que a razão exige uma unidade sistemática de todo conhecimento, tendo a ideia transcendental como esta unidade, caracterizada a partir de uma projeção: o focus imaginarius.

ISBN: 978-85-5696-201-0

Nº de pág.: 200

Editora Fi

https://www.editorafi.org/201marcio

Tópicos: 
Acontece

Seminário de Estudos Cartesianos

20 de abril 2017
por Marielle
Publicado: 20/02/2017 - 11:12
Última modificação: 27/08/2019 - 10:41
Tópicos: